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Publiquei em 1985 uma seqüência de poemas eróticos, pela Edições Sanfona, com o título de Planeta dos Olhos. Aí está um detalhe da capa e o primeiro dos poemas. [Tudo escaneado e "tratado" digitalmente, à minha maneira, é claro].


Escrito por Carlos Damião às 21h57
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TUA BOCA ME DIZ
FAZ
E MINHA BOCA
VELOZ
DECIFRA O TEU BEIJO
VORAZ
(Florianópolis, 2004)
Escrito por Carlos Damião às 00h41
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MEDO Rua escura
Alta madrugada
Dois homens
Quatro passos idênticos
E silenciosos.
Duas bocas fechadas.
(Florianópolis, 1974)
Escrito por Carlos Damião às 00h34
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POEMAS INÉDITOS

Escrito por Carlos Damião às 21h54
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POEMA INÉDITO

Escrito por Carlos Damião às 00h09
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VOLTANDO À ATIVA _ NÃO É FÁCIL PUBLICAR TODOS OS DIAS

Escrito por Carlos Damião às 22h39
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Escrito por Carlos Damião às 19h36
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Escrito por Carlos Damião às 00h09
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Escrito por Carlos Damião às 16h26
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OS VERBOS ESTENDENDO A ESPERANÇA
não te ofereço nada
além das palavras
não são poucas
as palavras
aparentes ocultas vivas mortas
comuns incomuns atiradas
um jogo de dados
as frases formando
versos
os versos formando
verbos
os verbos estendendo
a esperança
dissimulando a poesia
2001
Escrito por Carlos Damião às 11h54
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POEMALHEIO
poemalheio sentado/sozinho a casa de bambu (bashô) pessoa louco lorca o céu está assim azul quase nuvem é tarde vamos
(algum dia em 2003)
Escrito por Carlos Damião às 15h13
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Escrito por Carlos Damião às 19h21
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Capas de dois livros meus (os que mais gosto): A Palavra Imediata é de 1987, publicado pela Editora da UFSC. Força de Expressão é de 1984, publicado pela Fundação Catarinense de Cultura (foi premiado em 1983 no Concurso Estadual de Poesia Luiz Delfino). Os dois poemas a seguir foram escaneados diretamente das páginas, com um "tratamento de imagem" caseiro. Porto é de A Palavra Imediata. Assim é de Força de Expressão.


Escrito por Carlos Damião às 20h54
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ENQUANTO SOU NUVEM
Caminho
enquanto sou nuvem
enquanto forma difusa
uma sombra móvel
no êxtase do verso
construído
incompleto
que acompanha
caminha
desliza pelas calçadas
A cidade vazia como
vazias as pessoas
distraídas
que tropeçam nas folhas
mortas
[Do livro Poesia Contemporânea
em Santa Catarina — Garapuvu, 2002]
Escrito por Carlos Damião às 13h40
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